Teoria Política e do conhecimento de Platão
A política foi uma das principais preocupações de Platón. Desejou participar na vida pública de Atenas e tentativa em três ocasiões implantar seu sistema político ideal em Sicília, mas fracassou em todas elas.
Em sua análise da Atenas socrática, Platón encontra dois defeitos fundamentais: a incompetência e ignorância dos políticos e as lutas entre grupos de tendências oligárquicas e democráticas que permitiam que os interesses de grupo prevalecessem sobre as necessidades do Estado.
Todos seus esforços se dirigem a projetar uma reforma política. E como considera que a democracia e a tiraníasão causa dos males de Atenas, e estes, resultado do relativismo e ceticismo dos sofistas, a pretensão de Platón será fundamentar a polis e suas instituições na “ordem eterna do ser”. Isto é, em uma ordem de princípios que há que descobrir e depois ensinar.
Na “República”, Platón expõe sua concepção da organização social e política ideal. Partindo de uma definição de justiça que considera insatisfactoria propõe uma análise de que seja “o justo” no homem e na cidade, para chegar a uma definição satisfatória de justiça.
Diz que a cidade surge para dar satisfação às complexas necessidades do homem, já que ninguém pode ser bastado a si mesmo. A partilha do trabalho encontra-se, assim, na base de toda cidade.
As necessidades humanas básicas são o alimento, a habitação e o vestido, por tanto, requer-se a existência delabradores e artesãos. Aparece o comércio e o dinheiro e surgem outras necessidades.
Neste contexto o tema central do diálogo da república: a organização política ideal e a educação dos diferentes tipos de cidadãos. Dois são as teses principais da teoria política platónica:
- O governo da cidade deve ser uma arte baseada em um conhecimento verdadeiro.
- A sociedade é uma mútua satisfação de necessidades entre seus membros, cujas capacidades se complementam.
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